Uma pesquisa da Mozio analisou aeroportos brasileiros para identificar quais oferecem os melhores acessos terrestres aos passageiros. O levantamento também apontou os terminais que apresentam os maiores desafios no deslocamento até a cidade.
A plataforma avaliou os principais aeroportos localizados nas capitais dos estados brasileiros. A análise considerou quatro critérios. São eles: tempo médio de deslocamento até o centro, variedade de meios de transporte, custo médio da viagem e integração com a rede de transporte urbano.
O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes–Gilberto Freyre (REC) liderou o ranking entre os aeroportos brasileiros com melhor acesso. Já o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte/Confins–Tancredo Neves (CNF) apresentou o pior desempenho.
“Na Mozio, acreditamos que a experiência de viagem vai muito além do voo em si. O deslocamento do aeroporto até o destino final é uma parte fundamental da jornada e pode impactar significativamente o tempo, os custos e a conveniência dos viajantes. Como uma plataforma global de reservas de transporte terrestre que conecta passageiros a opções de traslado em aeroportos de todo o mundo, utilizamos nossa experiência em mobilidade para avaliar como os principais aeroportos brasileiros se comportam em fatores essenciais, como tempo de deslocamento, variedade de transportes, custo e conectividade. Nosso objetivo é ajudar os viajantes a entender melhor a experiência de chegada que podem esperar em cada destino”, afirma Germán Zannier, gerente de operações da Mozio.
Aeroporto do Recife lidera ranking de aeroportos brasileiros
O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes–Gilberto Freyre ocupa a primeira posição do ranking. O terminal fica a 11 quilômetros do centro e possui conexão direta com o metrô por meio de uma passarela coberta.
Segundo a Mozio, Recife possui o único aeroporto internacional brasileiro conectado diretamente a um sistema de metrô, e não apenas a trem suburbano ou monotrilho. A conexão permite o deslocamento até o centro da cidade ou a praia de Boa Viagem.
Além do metrô, os passageiros encontram BRT, ônibus municipais, táxis, aplicativos e transfers. O metrô custa, em média, entre R$ 5 e R$ 6. Já os aplicativos custam entre R$ 35 e R$ 50.
Entre os pontos fortes, a análise cita a conexão direta e coberta com o metrô, a quantidade de alternativas de transporte, o custo e a proximidade de atrações turísticas. Por outro lado, o levantamento aponta intervalos maiores do metrô fora dos horários de pico e sinalização limitada em inglês.
Porto Alegre ocupa segunda posição entre aeroportos brasileiros
O Aeroporto Internacional de Porto Alegre/Salgado Filho (POA) aparece na segunda colocação. O terminal está a 10 quilômetros do centro da capital gaúcha.
O Aeromóvel conecta o aeroporto à estação Aeroporto da Trensurb. No entanto, o sistema permanece fora de operação desde as enchentes de 2024.
Em abril de 2026, a recuperação do Aeromóvel entrou no programa Novo PAC. O investimento previsto é de R$ 38,7 milhões. As obras devem durar entre oito e 12 meses após a assinatura da ordem de serviço. Ainda não existe uma data confirmada para o retorno.
Durante a paralisação, os passageiros dependem de ônibus, táxis ou aplicativos para chegar à estação da Trensurb ou seguir até o centro. O custo informado é de R$ 5 para o trem e entre R$ 25 e R$ 40 para aplicativos.
Fortaleza e Rio Branco completam ranking de melhor acesso
O Aeroporto Internacional de Fortaleza/Pinto Martins (FOR) ocupa a terceira posição. O terminal está a 8 quilômetros do centro.
Fortaleza não possui conexão ferroviária com o aeroporto. Entretanto, os passageiros encontram ônibus municipais, táxis, aplicativos e transfers.
O ônibus custa cerca de R$ 4,50. Já os aplicativos custam entre R$ 25 e R$ 40. A Mozio destaca a distância até o centro, as tarifas dos aplicativos e a disponibilidade de táxis. Entre os pontos negativos estão a ausência de transporte ferroviário e a possibilidade de lentidão dos ônibus nos horários de pico.
Na quarta colocação aparece o Aeroporto Internacional de Rio Branco/Plácido de Castro (RBR). O terminal também está a 8 quilômetros do centro.
Os passageiros podem utilizar ônibus municipais, táxis e aplicativos. O ônibus custa aproximadamente R$ 5. Os aplicativos variam entre R$ 30 e R$ 45.
A análise aponta a distância até o centro como um dos pontos positivos. Entretanto, o aeroporto possui menos alternativas de transporte do que os terminais que ocupam as primeiras posições.
Aeroporto Santos Dumont recebe menção da Mozio
O Aeroporto Santos Dumont (SDU), no Rio de Janeiro, não entrou no ranking porque atende principalmente voos domésticos. Ainda assim, a Mozio incluiu o terminal como menção honrosa.
O aeroporto fica a 2 quilômetros do centro do Rio de Janeiro. Os passageiros encontram acesso ao VLT a poucos passos da saída do desembarque.
Segundo a análise, a proximidade com o centro e a integração com o transporte público mostram como esses fatores podem interferir na experiência de chegada do passageiro.
Confins lidera ranking de aeroportos com maiores desafios
O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte/Confins–Tancredo Neves aparece na primeira posição entre os aeroportos brasileiros com maiores desafios de acesso terrestre.
O terminal fica a 40 quilômetros do centro de Belo Horizonte. Trata-se da maior distância registrada entre os aeroportos presentes no ranking.
Os passageiros encontram ônibus executivo, táxis, aplicativos e transfers. A viagem de ônibus executivo custa entre R$ 18 e R$ 35. Por aplicativos, o valor varia entre R$ 90 e R$ 140.
De acordo com a Mozio, três fatores colocam Confins nessa posição: distância do centro, tarifas dos aplicativos e ausência de conexão ferroviária.
Natal e Palmas aparecem entre aeroportos com desafios de acesso
O Aeroporto Internacional de Natal/Governador Aluízio Alves (NAT), em São Gonçalo do Amarante, ocupa a segunda posição entre os terminais com maiores desafios.
O aeroporto está a 30 quilômetros do centro e pode ficar a até 40 quilômetros das praias. A viagem de ônibus até a região hoteleira pode ultrapassar uma hora e meia.
Os passageiros encontram ônibus intermunicipais, táxis, aplicativos e transfers. O ônibus custa entre R$ 5 e R$ 10. Já os aplicativos variam entre R$ 80 e R$ 120.
O Aeroporto de Palmas/Brigadeiro Lysias Rodrigues (PMW) ocupa a terceira posição. O terminal fica a 20 quilômetros do centro.
O aeroporto oferece ônibus municipais, táxis, aplicativos e transfers. Entretanto, as linhas de ônibus são limitadas. A passagem custa cerca de R$ 5. Os aplicativos ficam entre R$ 50 e R$ 80.
Galeão completa ranking de aeroportos com maiores desafios
O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Tom Jobim (GIG) ocupa a quarta posição. O Galeão fica a 20 quilômetros do centro e a cerca de 25 quilômetros da Zona Sul.
Os passageiros contam com BRT integrado ao metrô, ônibus executivos, táxis, aplicativos e transfers.
A combinação de BRT e metrô custa entre R$ 8 e R$ 10. Já os aplicativos variam entre R$ 60 e R$ 110.
Segundo a Mozio, o Galeão é o único aeroporto desse grupo com conexão efetiva a um sistema ferroviário, ainda que indiretamente. O passageiro precisa integrar BRT e metrô.
A análise também aponta o trânsito nas vias de acesso e a distância da Zona Sul entre os fatores que interferem no deslocamento. Por outro lado, a quantidade de opções de transporte impede uma posição inferior no ranking.
Pesquisa compara mobilidade nos aeroportos brasileiros
A Mozio analisou os principais aeroportos das capitais brasileiras a partir do tempo médio de deslocamento até a região central, da variedade de meios de transporte, do custo médio e da integração com a rede urbana.
A plataforma conecta passageiros a opções de transporte terrestre em aeroportos de mais de 180 países.
Para Zannier, organizar o deslocamento antes da chegada pode reduzir dificuldades após o desembarque.
“Uma boa experiência de viagem não termina quando o avião pousa. O deslocamento entre o aeroporto e o destino final é uma parte importante da jornada e, quando é simples e previsível, contribui para uma experiência muito mais tranquila para o passageiro. Por isso, planejar o transporte com antecedência pode ajudar a evitar filas, custos inesperados e dificuldades para encontrar a melhor opção de traslado na chegada”, diz.
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