Quake Lisboa (Foto: Renata Pacheco)
Entrada do museu "Quake", em Lisboa (Foto: Renata Pacheco/Hipermídia Comunicação)
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Em 1º de novembro de 1755, Lisboa, a capital de Portugal e, à época, a quarta maior cidade da Europa, sofreu um terremoto (ou terrAmoto, como dizem os lusitanos) que a destruiu completamente, matando milhares de pessoas. Como consequência do sismo, incêndios incontroláveis e um arrasador tsunami contribuíram para piorar ainda mais a catástrofe que marcou para sempre a história local. Com o intuito de relembrar esta tragédia quase esquecida no passado e preparar os visitantes para uma futura e imprevisível situação similar, foi criado o “Quake – Centro do Terramoto de Lisboa”. Erguido na freguesia de Belém, fica próximo de famosos pontos turísticos como o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobridores e a Torre de Belém.

“Espere o inesperado”

O slogan do Quake não poderia ser mais adequado. Assim como um terremoto, que é um evento natural completamente imprevisível, o museu também se mostra surpreendente a cada sala. A interatividade aliada ao fio condutor da catástrofe cria um imersivo storytelling que faz o tempo de visita, de aproximadamente 1h30, passar muito rápido e deixar o visitante com vontade de voltar mais vezes.

Nos espaços interativos, você ouve o professor Luís contando a história da catástrofe que abalou Lisboa (Foto: Renata Pacheco/Hipermídia Comunicação)
Nos espaços interativos, você ouve o professor Luís contando a história da catástrofe que abalou Lisboa (Foto: Renata Pacheco/Hipermídia Comunicação)

Realidade e ficção

Acompanhando figuras reais como Marquês de Pombal e Voltaire e personagens fictícios como o professor Luís e sua neta Mariana, o visitante viaja numa máquina do tempo para experimentar o que milhares de pessoas viveram no fatídico dia do século XVIII. Isso tudo, sem deixar de aprender toda a ciência por trás de terremotos e tsunamis.

Interatividade

Diferentemente dos museus tradicionais, tocar e sentir é praticamente obrigatório em cada uma das estações interativas. Além dos fones que trazem conteúdos em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês), o visitante carrega consigo uma pulseira interativa para poder indicar quais conteúdos deseja saber mais detalhes e recebê-los por e-mail.

Na saída do percurso você encontra um gift shop com diversos produtos sobre o museu, além de uma cafeteria (Foto: Renata Pacheco/Hipermídia Comunicação)
Na saída do percurso você encontra um gift shop com diversos produtos sobre o museu, além de uma cafeteria (Foto: Renata Pacheco/Hipermídia Comunicação)

Para os brasileiros

Por que alguém sairia do Brasil para visitar o Quake? Se tudo aqui já escrito não for o suficiente para convencer, vale entender a história e saber que este evento e seus personagens estão diretamente ligados ao país. Por exemplo, muito do que permitiu Portugal estar entre as nações mais ricas do mundo foi o ouro retirado de Minas Gerais, que também foi usado para custear o plano de reurbanização e reconstrução da capital Lisboa. Mesmo se o turista não for muito fã de museus, os simuladores e cenários interativos do Quake não deixam nada a desejar aos de parques de diversões no quesito tecnologia e diversão.

Na saída do percurso você encontra um gift shop com diversos produtos sobre o museu, além de uma cafeteria (Foto: Renata Pacheco/Hipermídia Comunicação)
Na saída do percurso você encontra um gift shop com diversos produtos sobre o museu, além de uma cafeteria (Foto: Renata Pacheco/Hipermídia Comunicação)

Quake – Centro do Terramoto de Lisboa

Endereço: Rua Cais da Alfândega Velha, 39 – Lisboa – 1300-598
Ingressos: a partir de €21 (individual) e €19 (grupo)
Site: lisbonquake.com

 

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