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Início Imigração Itália terá 165 mil autorizações de trabalho em 2027; veja as datas

Itália terá 165 mil autorizações de trabalho em 2027; veja as datas

Pré-cadastro começa em outubro; pedidos serão enviados em janeiro e fevereiro

Itália prevê 165.850 autorizações de entrada de trabalhadores estrangeiros em 2027 (Foto: IA)
Itália prevê 165.850 autorizações de entrada de trabalhadores estrangeiros em 2027 (Foto: IA)
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A Itália estabeleceu 165.850 autorizações de entrada de trabalhadores estrangeiros para 2027. O planejamento contempla trabalho subordinado sazonal, não sazonal e atividades autônomas. Além disso, o governo italiano definiu o calendário para apresentação dos pedidos.

O pré-cadastro começa em 23 de outubro de 2026 e termina em 7 de dezembro. Já o envio das solicitações ocorrerá em datas específicas entre janeiro e fevereiro de 2027.

O procedimento interessa a brasileiros que possuem propostas de emprego na Itália. No entanto, os trabalhadores não podem apresentar os pedidos diretamente ao governo. Essa responsabilidade cabe aos empregadores ou intermediários autorizados.

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A advogada Ana Carolina Campara Brittes, especialista em imigração e CEO da Campara Cidadania, Vistos & Viagens, explica as condições para participar do processo.

“Os números chamam atenção, mas a existência de uma cota não significa que a pessoa possa simplesmente se candidatar a uma vaga no governo italiano. O pedido depende de uma contratação e é apresentado pelo empregador, dentro da categoria e dos prazos previstos. Por isso, trabalhador e empresa precisam entender o procedimento antes da abertura do calendário”, afirma a advogada.

Quantas autorizações de trabalho a Itália terá em 2027?

O governo italiano distribuiu as 165.850 autorizações entre três modalidades de trabalho.

A categoria de trabalho subordinado não sazonal terá 76.200 autorizações. Desse total, 14 mil contemplam trabalhadores domésticos, cuidadores e babás.

As demais cotas incluem atividades na agricultura, indústria, construção, comércio, turismo, transporte e logística. Também abrangem saúde, assistência social e serviços privados de saúde.

Por outro lado, o trabalho subordinado sazonal contará com 89 mil autorizações. Essa modalidade atende aos setores agrícola e turístico, incluindo hospedagem, restaurantes, agências de viagem e operadores turísticos.

O governo também reservou 650 autorizações para trabalho autônomo. Nesse grupo, entram empreendedorismo, atividades profissionais independentes, administração de empresas, artistas de reconhecida qualificação e startups inovadoras.

As cotas integram o planejamento de imigração da Itália para o período de 2026 a 2028. Entretanto, cada modalidade possui critérios e requisitos próprios.

“É importante olhar para a categoria que corresponde à atividade profissional e para os requisitos aplicáveis a cada pedido. O trabalho sazonal, a contratação não sazonal, a assistência familiar e o trabalho autônomo seguem caminhos diferentes. A preparação começa pela compreensão desse enquadramento”, diz a Dra. Ana Carolina.

Calendário de autorizações de trabalho na Itália para 2027

Os empregadores e intermediários autorizados poderão preencher os formulários entre 23 de outubro de 2026, às 9h, e 7 de dezembro, às 20h.

Para isso, deverão acessar o Portal de Serviços ALI, do Ministério do Interior italiano.

Após essa etapa, o governo abrirá os períodos de envio dos pedidos. Essas datas recebem o nome de click days.

O calendário estabelece quatro datas:

  • 12 de janeiro de 2027: trabalho sazonal agrícola

  • 9 de fevereiro de 2027: trabalho sazonal turístico

  • 16 de fevereiro de 2027: trabalho subordinado não sazonal, incluindo indústria, construção, comércio e saúde

  • 18 de fevereiro de 2027: trabalho não sazonal na assistência familiar, como empregados domésticos, cuidadores e babás

Além disso, a circular permite a apresentação de solicitações até 31 de dezembro de 2027. Contudo, essa possibilidade depende da disponibilidade de cotas na modalidade correspondente.

Como solicitar autorização para trabalhar na Itália?

O Decreto Flussi organiza a entrada de trabalhadores estrangeiros que possuem oportunidades de trabalho no país.

Primeiramente, o empregador precisa iniciar o pedido de autorização, chamado nulla osta, pelo sistema italiano.

Em seguida, o processo segue os procedimentos previstos para a modalidade de contratação.

O pré-cadastro permite preparar informações e documentos antes da data de envio. Entretanto, essa etapa não representa a concessão de autorização ou de visto.

“Quem está no Brasil e pensa em trabalhar na Itália deve distinguir a autorização de trabalho do visto e das demais etapas migratórias. São procedimentos relacionados, mas cada um tem sua função. Também é essencial verificar se a contratação, a atividade e a documentação atendem às exigências da categoria escolhida”, explica a advogada.

O Portal ALI disponibiliza formulários para trabalho agrícola sazonal, turismo, trabalho subordinado não sazonal e assistência familiar.

Porém, cada modalidade exige informações e documentos conforme suas regras.

Brasileiros precisam de proposta de emprego para trabalhar na Itália?

Para as modalidades de trabalho subordinado previstas no calendário, o procedimento começa com a contratação pelo empregador.

Assim, o interessado precisa compreender os requisitos da atividade profissional e identificar a categoria correspondente.

O governo não disponibiliza as 165.850 autorizações como inscrições individuais abertas aos trabalhadores.

Por isso, a existência das cotas não garante uma contratação ou autorização de entrada no país.

As empresas devem organizar os documentos e preencher os formulários durante o período de pré-cadastro.

Ao mesmo tempo, os profissionais precisam verificar as condições da proposta e os procedimentos migratórios associados ao emprego.

“Uma preparação cuidadosa reduz o risco de desencontro entre a proposta de trabalho, o formulário apresentado e a documentação necessária. Para quem considera uma mudança internacional, é importante tomar decisões com informação clara sobre as etapas e sobre as responsabilidades de cada parte”, afirma a Dra. Ana Carolina Campara Brittes.

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